Muitas vezes pensamos que a técnica tie dye surgiu nos anos 60, mas na verdade ela teve origem em países asiáticos e africanos há milhares de anos, cada um com a sua forma de fazer mas sempre partindo da ideia de amarrar um tecido e depois tingir, gerando estampas únicas em cada vez. Mas afinal, qual a relação do tie dye com a cultura alternativa?
Nos Estados Unidos no final de 1960, a juventude da contracultura buscava o oposto que a sociedade queria pregar, então ter uma roupa feita por você mesmo, com uma estampa colorida e única, era a verdadeira definição de personalidade e liberdade de expressão.
Mas foi em 1969, no festival Woodstock que milhares de camisetas tie dye foram vendidas e esse estilo se tornou o marco de uma geração. A icônica Janis Joplin subiu ao palco usando uma delas, além de vários outros artistas que também fizeram essa técnica representar a história da época.
Nos anos seguintes muitos hippies viajaram dos EUA para a Índia, inclusive o nosso amado Goa Gil, que organizava festas que juntavam a música eletrônica e o rock psicodélico, dando origem ao goa trance, e posteriormente, ao psytrance que ouvimos hoje.
Já na década de 80, o estilo com roupas coloridas, mandalas e estampas de espiral continuava se afirmando, assim como decorações e pinturas com tinta neon, símbolos espirituais e arte psicodélica continuam sendo a identidade de locais que propagam a cultura alternativa até hoje.
Toda peça tie dye é exclusiva já que em cada dobra você forma uma estampa diferente, assim como cada amarração forma um novo desenho. Além de criar combinações de cores infinitas, o custo é baixo, você consegue fazer sozinha em casa e pode até transformar em nova aquela peça manchada ou desbotada que você não quis jogar fora. Aproveite a magia do tie dye!